#.380 A Dor Como Mestra da Luz
A dor nunca chega por acaso.
Ela não é castigo. Não é inimiga. Não é erro do caminho.
A dor é um sinal.
Ela aponta o bloqueio.
E o bloqueio é sempre um lugar onde a vida deixou de fluir.
É onde a energia se contraiu.
É onde o medo substituiu a confiança.
É onde a defesa tomou o lugar da entrega.
Mas o bloqueio não é o problema em si.
Ele é apenas a consequência.
O bloqueio aponta a ilusão.
A ilusão de que estamos separados.
A ilusão de que precisamos controlar tudo.
A ilusão de que somos apenas aquilo que conquistamos, possuímos ou aparentamos ser.
A ilusão de que o outro é a causa da nossa dor.
Toda ilusão nasce da inconsciência — de um ponto da nossa alma que ainda não foi iluminado pela verdade.
E então chegamos ao ponto mais sutil da jornada:
A ilusão aponta o lugar onde a luz não entrou.
Não entrou porque tivemos medo.
Não entrou porque ainda não sabíamos.
Não entrou porque, em algum momento da nossa história, era mais seguro endurecer do que sentir.
A luz não invade.
Ela só entra quando há permissão.
Por isso, a dor é sagrada.
Ela é o mapa.
Ela mostra exatamente onde precisamos olhar com coragem e ternura.
Quando acolhemos a dor, o bloqueio começa a dissolver.
Quando investigamos o bloqueio, a ilusão perde força.
Quando a ilusão se desfaz, a luz finalmente entra.
E onde a luz entra, há expansão.
Há verdade.
Há liberdade.
A dor, então, cumpre seu propósito.
Ela nos conduz de volta para casa.
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