#.345 Tijolo por Tijolo: A Intenção de Uma Vida Escrita
Escrevi meu livro — e continuo escrevendo — quase 400 textos, e a 26 anos
Eles não nasceram de inspiração repentina, nem de uma vida fácil.
Nasceram do suor.
Suor físico, emocional, mental e espiritual.
Cada texto é um tijolinho assentado com presença, erro, queda, aprendizado e recomeço. Eles narram, sem romantizar, a construção de uma vida real: uma vida de quase 70 anos em que nada veio pronto, nada foi dado, e quase tudo precisou ser sustentado com trabalho, coragem e responsabilidade.
Minha intenção ao reunir esses textos em uma série de três livros não é contar uma história de sucesso rápido. É testemunhar um caminho longo, humano e possível — onde o mundo interno, ignorado por tanto tempo, finalmente floresce e passa a orientar a vida.
Hoje, aos 70 anos, posso olhar para minha jornada com lucidez e dizer: minha alma floresceu.
E esse florescimento não me afastou da matéria — ao contrário. Ele me proporcionou uma vida leve, alegre, próspera e com dinheiro. Não como objetivo final, mas como consequência natural de uma consciência que aprendeu a se alinhar com a vida.
Vivemos em um mundo profundamente dual.
Desde cedo, somos ensinados a olhar quase exclusivamente para o mundo externo: carreira, status, resultados, reconhecimento, acúmulo. Pouco ou nada nos ensinam sobre o mundo interno — esse território silencioso onde nascem nossas escolhas, nossos medos, nossa coragem e nossa capacidade real de criar uma vida com sentido.
Passamos uma vida inteira, muitas vezes, em ignorância desse mundo interno.
E pagamos um preço alto por isso: urgência constante, exaustão, sensação de vazio e a impressão de que, apesar de tudo, algo essencial está faltando.
Observo muitas pessoas vivendo em uma chamada zona de conforto que, na verdade, é uma zona de repetição. Elas seguem fazendo o que sabem fazer, sustentadas pela urgência e pela necessidade de manter o conhecido, mas sem inspiração para parar, refletir e se decidir por uma verdadeira transmutação.
O que proponho com esses livros não é uma fuga da realidade, nem um discurso espiritualizado desconectado da vida concreta. Proponho um convite corajoso: acessar o poder do mundo interno e permitir que ele reorganize a forma como vivemos, trabalhamos, prosperamos e nos relacionamos com o dinheiro.
Cada texto é um fragmento dessa travessia.
Um registro honesto de quem construiu, caiu, levantou, errou, acertou — e, principalmente, aprendeu a escutar a própria alma sem abandonar o mundo.
Escrevo para quem sente que já fez muito, mas sabe que ainda pode viver melhor.
Para quem percebe que prosperidade não é apenas sobreviver ou acumular, mas habitar a própria vida com alegria, leveza, consciência e abundância real.
Esses livros não são manuais.
São companhia.
São espelhos.
São testemunhos de que é possível unir mundo interno e mundo externo, consciência e dinheiro, espiritualidade e matéria.
Tijolo por tijolo, narro uma vida.
E, ao narrá-la, deixo um caminho para quem deseja florescer por dentro — sem deixar de prosperar por fora.
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