#.349 A percepção do Sentido do Eu do Outro na evolução de nossa consciência.
Rudolf Steiner descreveu que, além dos cinco sentidos físicos, o ser humano desenvolve sentidos mais sutis.
Um deles é o Sentido do Eu do Outro.
Em palavras simples, isso significa:
"Aprender a perceber quem o outro realmente é"
não apenas:
* o papel que ele exerce (pai, mãe, corretor, cliente)
* o comportamento exterior,
* ou aquilo que projetamos nele.
É conseguir olhar alguém e pensar, mesmo em silêncio:
“Eu te vejo como um ser humano inteiro, diferente de mim, legítimo como é.”
Isso exige:
* escuta verdadeira
* presença
* menos julgamento
* mais interesse real
“Ser humano não é cumprir papéis”
Na Antroposofia, os papéis sociais são importantes, mas eles não definem quem somos.
Quando vivemos apenas para cumprir expectativas da família, da sociedade, do trabalho, nos afastamos do nosso Eu verdadeiro.
Muitas vezes através de crises e desconfortos, tenta nos ensinar isso:
habitar a própria verdade, ou seja, viver de acordo com aquilo que somos por dentro, e não apenas com o que esperam de nós.
“Algo se reorganiza por dentro”
Quando começamos a viver mais alinhados com o nosso Eu verdadeiro:
* pensamentos ficam mais claros
* emoções se acalmam
* decisões ganham mais firmeza
Na linguagem antroposófica, é como se o Eu começasse a organizar melhor o pensar, o sentir e o querer.
“O mundo continua o mesmo, mas nós já não somos”
Externamente, nada muda de imediato:
* as pessoas continuam as mesmas
* os desafios continuam existindo
* Mas internamente, algo essencial mudou:
* passamos a reagir menos automaticamente
* escolhemos com mais consciência
* olhamos o outro com mais humanidade
E isso, silenciosamente, muda tudo.
"Uma frase-síntese em linguagem simples"
Crescer como ser humano é aprender a ver o outro como ele é e a viver quem nós realmente somos. Quando isso acontece, o mundo não muda — quem muda somos nós.
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