404 - A educação que dá aos seus filhos permite que ele voe como uma Borboleta ou permaneça como Lagarta ?
“A verdadeira educação é desenvolver seres humanos livres, capazes de dar a si mesmos propósito e direção à sua vida. Liberdade para buscar clareza no pensar, serenidade no sentir e consciência na força de agir. "
Rudolf Steiner.
No primeiro setênio a criança aprende por imitação.
Você se sente um Ser Humano digno de ser imitado ?
Não somente na capacidade de ganhar dinheiro, mas no equilíbrio de pensar com clareza, sentir sereno e educando a vontade de ir para a ação com entusiasmo.
Minha infância de pobreza e junto com 10 crianças, uma biografia que desde cedo se desenhava muito desafiadora e dentro dos costumes tradicionais japoneses. Muito estudo, obrigação, dever e responsabilidade construí uma mulher batalhadora e com muita coragem de "Ir para a vida", não sem medo, mas apesar dele.
Aos 17 anos saí de Andradina e fui para SPaulo estudar cursinho com o 3º colegial. Ingressei na UNICAMP em Engenharia de Alimentos. Busquei um emprego e liguei para meu pai dizendo que a partir daquele momento eu fiz uma escolha definitiva: sustentar a minha própria história.
Como mãe solo de 3 filhos, tive uma meta de formá-los na Unicamp ou USP, morar nos melhores condominios, estudar nas melhores escolas, ter ingles fluente e tocar um instrumento musical muito bem. Fiz as contas e tive que ganhar sozinha mais de R$10 milhões.
Aos 45 anos perdi minha filha Lia. Entrei em depressão — e foi ali, no fundo do casulo, que iniciei minha verdadeira travessia de consciência. Mesmo sendo mãe solo, de manhã eu estudava sobre o SER Humano e à tarde era empresária e experienciei mais de 8 diferentes segmentos.
Minha busca deixou de ser apenas prosperar — passou a ser humanizar. Levar alma às estruturas, sentido às decisões, consciência às relações.
Minha busca era colocar o Humano nas empresas em que eu liderava.
Implantar o que diz Martin Luther King Jr.
“O poder no seu melhor é o amor implementando as exigências da justiça, e a justiça no seu melhor é o poder corrigindo tudo aquilo que se opõe ao amor.”
E assim fui me transformando.
Entre o poder do dinheiro e a força do amor, entre pensar, sentir e agir, fui integrando partes de mim. Não como alguém que já chegou, mas como quem segue em constante metamorfose.
Hoje compreendo com mais clareza:
quando permaneço na zona de conforto, ensino meus filhos a permanecerem lagartas.
Mas quando ouso ir para a vida — com encantamento, verdade, alegria e propósito —, ensino algo muito mais profundo.
Ensino que o casulo não é prisão.
É preparação.
E que cada um deles, ao seu tempo, encontrará a própria força para romper as estruturas, abrir suas asas… e voar.
Porque educar não é tirar pedacinhos do casulo.
É permitir que o filho se livre sozinho do casulo e ganhe forças internas para fazer seu proprio voo.
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