387 - Alinhar o EGO que aprendemos a ser e o SER que estamos destinados a nos tornar.
Pensar com o coração
Uma das maiores travessias da minha vida não foi aprender algo novo.
Foi transformar aquilo que eu já sabia em verdade vivida.
Durante muitos anos compreendi muitas coisas no plano mental.
Li, estudei, refleti, observei a vida.
O pensamento enxergava com clareza o que era o melhor caminho.
Mas entre saber e agir existe um guardião silencioso: O EGO
O ego constrói padrões de comportamento.
Ele aprende a sobreviver, a reagir, a se proteger.
E com o tempo cria uma espécie de piloto automático da vida.
Assim, muitas vezes, mesmo compreendendo algo com lucidez,
o corpo age como sempre agiu.
A emoção reage como sempre reagiu.
E o comportamento repete o que foi treinado durante anos.
É como se o pensamento dissesse uma coisa,
mas o coração ainda não tivesse aprendido a responder da mesma forma.
Foi então que comecei a perceber uma verdade simples e profunda:
Consciência se aprende. Consciência se cultiva.
Pensar com o coração exige tempo.
Exige humildade.
Exige aceitar que o ego ainda fala alto dentro de nós.
E talvez a grande maturidade da vida seja exatamente esta:
não lutar contra quem fomos,
mas educar com paciência quem estamos nos tornando.
e o Ser começa a conduzir a vida.
Não de forma perfeita.
Mas de forma cada vez mais consciente.
Foi então que descobri que toda essa travessia podia caber em apenas duas palavras que sustentam minha resiliência:
Esperança e Presença.
Esperança de que a consciência sempre pode florescer um pouco mais.
Presença para perceber, no cotidiano, onde ainda posso melhorar.
Assim, a cada amanhecer, faço um pacto silencioso comigo mesma:
Ser hoje um pouquinho melhor do que fui ontem.
Não por cobrança.
Mas por amor à evolução da própria alma.
Porque no fim da jornada descobrimos que pensar com o coração
não é um estado que se conquista de uma vez.
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